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Avó Cool

Avó Cool

És, Miguel!

Não é imodéstia, é franqueza e clareza de pensamento. No título da entrevista a Miguel Esteves Cardoso, no jornal Público, há tranquilidade, coerência e verdade. Bendito Miguel. E muito bem dito, Miguel!

Rendo-me a isto: “Sou extremamente inteligente, tenho um grande sentido de humor e escrevo muito bem”. São palavras de quem se conhece bem, anda aqui há uns bons anos e desde muito novo dá provas da sua genialidade. Pode gostar-se ou não, que o M.E.C. pouco se importa. Se prejuízo houvesse, a idade levou-o, e se calhar antes da idade o bom-senso de ser-se autêntico.

O escritor (entrevistado a propósito do lançamento de um novo livro de crónicas publicadas no Público, onde assina uma coluna diária) não bate no peito, impante, a gritar que é “muito bom”. Primeiro, só a sugestão de o dizer a gritar deve fazê-lo desmanchar-se a rir. Segundo, o que ele afirma é que é muito bom nalguns aspetos – o que faz toda a diferença.

A idade não é um estatuto, mas M.E.C. mostra maturidade ao não esconder as suas qualidades. Dá-lhes o som das palavras, o que muitos de nós não fazemos. Chamem-lhe atrevido, desbocado, arrogante, que ele responderá: “A coisa mais libertadora é pensar que a reputação é uma coisa que não me interessa absolutamente nada”. Tomem lá.

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